terça-feira, 19 de agosto de 2014

[Resenha] A Rosa da Meia-Noite, Lucinda Riley



"Qualquer 'beleza' que possa ser considerada valiosa em mim se esconde profundamente em minha essência. É a sabedoria de cem anos vividos nesse mundo, e um coração que tem batido em um cadenciado acompanhamento para todos os imagináveis comportamentos e emoções humanos"

Acho que essa simples quote já pode resumir tudo o quanto tenho a dizer do primeiro romance que li da autora Lucinda Riley. "Poético, introspectivo e tocante", são alguns dos muitos adjetivos que rodeiam a obra.
A Rosa da Meia-Noite, é um romance da autora Irlandesa que vem se tornando conhecida cada vez mais através dos seus romances encantadores. Trata-se de uma história de amor, acasos e desavenças, e de momentos marcantes, de memórias profundas, e amores impossíveis. A Rosa da Meia-Noite é um romance o qual surpreende tanto com o seu enredo, sua história e seu protesto, quanto pela composição e métrica. Um romance intenso, mas escrito de uma forma suave, onde as informações são bem apresentadas, e o suspense impenetrável. É quase impossível não querer lançar-se neste livro, da mesma forma que é impossível acreditar que o mesmo acabou.


Sinopse: Atravessando quatro gerações, A Rosa da Meia-Noite percorre desde os reluzentes palácios dos marajás da Índia até as imponentes mansões da Inglaterra, seguindo a trajetória extraordinária de Anahita Chavan, em 1911, até os dias de hoje.
No apogeu do Império Britânico, a pequena Anahita, de 11 anos, de origem nobre e família humilde, aproxima-se da geniosa Princesa Indira, com quem estabelece um laço de afeto que nunca mais se romperia. Anahita acompanha sua amiga em uma viagem à Inglaterra pouco tempo antes da eclosão da Primeira Guerra Mundial. Ela conhece, então, o jovem Donald Astbury, herdeiro de uma deslumbrante propriedade, e sua ardilosa mãe.
Oitenta anos depois, Rebecca Bradley é uma jovem atriz norte-americana que tem o mundo a seus pés. Quando a turbulenta relação com seu namorado, igualmente rico e famoso, toma um rumo inesperado, ela fica feliz por saber que o seu próximo papel uma aristocrata dos anos 1920 irá levá-la para muito longe dos holofotes: a isolada região de Dartmoor, na Inglaterra. As filmagens começam rapidamente, e a locação é a agora decadente Astbury Hall.
Descendente de Anahita, Ari Malik chega ao País sem aviso prévio, afim de mergulhar na história do passado de sua família. Algo que ele descobre junto com Rebecca começa a trazer à tona segredos obscuros que assombram a dinastia Astbury.



Sobre o Livro:

Primeira impressão do livro: A Rosa da Meia-Noite é o primeiro livro o qual resenho numa parceria entre meu blog Fabrício Medeiros com o blog Arca Literária. O livro foi enviado a mim na proposta da resenha, por meio de um BookTour*. Eu não sabia nada sobre o livro quando aceitei a proposta de lê-lo e resenhá-lo, tampouco sabia quando o receberia. No entanto fiquei na espera, e logo ele chegou. Não pesquisei sobre o livro antes, pois queria poder recebê-lo e da forma como ele era, poder tirar minhas próprias conclusões. Como era de se esperar eu me surpreendi. O livro é uma obra de arte, em todos os sentidos, capa, diagramação, material e qualidade de impressão... Seguem, como gosto sempre de fazer, algumas características físicas do livro.

- Capa: A capa é nada mais nada menos que linda. Como na imagem, o livro traz uma ilustração* referente - deduzi por mim - de Astbury Hall, os jardins verdejantes e bem cuidados, com a personagem Anahita, ou mesmo Rebecca, correndo, e um Lorde - deduzi ser Donald Astbury, - sentado majestosamente com sua cartola a ver a moça partir. Como em todos os livros a capa fala muito, aliás, a capa é o convite para a leitura.  A capa foi impressa em Cartão Supremo Alta Alvura, o mais usado. Simplesmente amei a armonia entre as fontes tanto do titúlo quanto no nome da autora. Gosto muito de reparar nesses detalhes, pois quanto mais trabalhado, nota-se que a editora deu uma atenção ao livro, se preocupou com a aparencia dele, de forma que pode-se esperar do livro algo bom, algo digno de atenção. Muitas editoras simplesmente fazem a capa e lançam, enquanto outras buscam, através dos capistas, uma harmonia, o que aconteceu com A Rosa da Meia-Noite. Por ser uma adaptação da capa original americana, o livro tem sua própria personalidade, mesmo em português. 

- Miolo (Folhas e Diagramação: O livro foi impresso em Polén, e traz uma diagração impecável. A divisão de capitulos e narrativas - o livro é narrado em várias epocas, lugares e por diferentes pessoas. Sendo na maior parte em Terceira pessoa, a autora introduz a narrativa em primeira pessoa através de cartas e diários, de uma forma tão original, sem ter que apelar para o clichê. Cada separação de narrativa traz uma divisão, uma página anunciando data e autor, de forma que o leitor não se perca. São no total 624 páginas nessa primeira edição brasileira, lançada nesse ano de 2014, com tradução de Elaine Cristina Albino de Oliveira.



Resenha: A história começa com Anahita, expondo seus pensamentos e sentimentos. É quando tomamos par de sua história. Devagar é revelado que Anahita teve um filho, um bastardo, o qual nos primeiros anos de vida foi dado como morto. Mas Anahita manteve sempre em seu coração, mesmo que por quase 100 anos, a certeza de que o filho ainda vivia, negando-se assim a acreditar na certidão de óbito que mantinha guardada junto de suas memórias por escrito. Anahita, na esperança de um dia ver o filho, pôs-se a escrever sua história, e a história de como gerou e perdeu seu filho, para que quando o encontrasse, mesmo que o tempo tivesse a tornado velha e lhe roubado suas lembranças, ele pudesse tonar-se ciente de quem era, e de quem fora sua mãe. 

Quando completa 100 anos, Anahita temerosa que seu tempo enfim findasse, pede que chama seu bisneto, Ari Malik, e lhe conta sobre as cartas dà a ele a missão de levar a carta até seu filho perdido. Mas Ari, como todos os outros membros da família, prefere tomar a Bisávó como louca, como uma velha a qual traz à mente lembranças de um passado turvo. 

"- Nani*, por que eu? (...)
- Porque, Ari, o que você segura nas mãos é a história do meu passado, mas também é o seu futuro."  (pág24)

Como todos os outros, Ari sabia que Anahita havia perdido um filho logo após a primeira guerra, mas prefere acreditar na certidão de óbito, que nos dons inegáveis de Anahita. Mas Anahita insiste até que Ari pegue as cartas onde foram narradas a história de vida de Anahita, e promete a Anahita, de acordo com o que ela pediu, não contar a ninguém, senão ao filho perdido. 

Um ano depois Anahita morre, e Ari, atarefado como o jovem empresário que era, acaba por não comparecer ao velório da bisavó. 

Dez anos depois, na Inglaterra, a jovem atriz Rebecca chega a Dartmor para gravar seu novo filme, um roteiro britânica que se remete ao anos 1920. Feliz em poder se afastar do mundo exterior, ela adentra na antiga casa, da agora decadente, família Astbury. Rebecca, ao contrário do restante da equipe de produção se hospeda em Astbury Hall, sozinha com o último herdeiro da família, e sua governanta, sem saber o quanto isso pode influenciar no seu destino. 

Enquanto isso na Índia, dez anos após a morte da bisavó, e onze após ter recebido dela a pilha de cartas, um acontecimento que abala o emocional de Ari, o faz abrir a gaveta onde guardara os manuscritos amarelados de Anahita e se coloca a lê-los. Um arrependimento o toma, junto da culpa por não ter feito aquilo antes, por ter negligenciado a bisavó, e por desacreditar na sua sublime história de vida. 

Assim, Lucinda abre uma brecha, e junto de Ari, o leitor pode aventurar-se na história de Anahita, viajando até a Índia, logo até a Inglaterra, para conhecer as honras de um marani, e a beleza de Londres. Através da narrativa de Anahita, pode-se comover-se, desacreditar e se surpreender com a criatividade, e o talento de Lucinda.

"Deve haver sempre um equilíbrio na vida, e você precisa encontrar o seu. Então poderá encontrar a felicidade que procura." (pág 93)


A Rosa da Meia-Noite, é uma história completa, onde drama, romance e aventura, em doses perfeitas, afogam o seu coração. É simplesmente fácil devorar as muitas páginas do livro, em busca por respostas que de acordo com que se lê vão sendo criadas, editadas, ou até mesmo deletadas. A Rosa da Meia-Noite, é sobretudo um romance tocante, o qual desafia e critica o preconceito com uma linda história de amor entre um inglês e uma indiana. 



Avaliação (nota de 1 à 5) :

"5 estrelas"

Extras:

Título: A Rosa da Meia-Noite
ISBN: 9788581634210
Selo: NOVO CONCEITO
Ano: 2014
Edição: 1
Número de páginas: 624
Formato/Acabamento: 16x23x4,1
Peso: 0.86 kg
Preço Sugerido: R$ 34.90
Área Principal: FICÇÃO
Assuntos: ROMANCE

https://www.youtube.com/watch?v=01id0wKgJOg

Skoob:
http://www.skoob.com.br/livro/376946










Fabrício Medeiros






9 comentários:

  1. Olá Fabrício, tudo bom?
    Eu nunca li nenhum livro da autora, e nunca ouvi falar nesse. Não me encantou muito a sinopse, admito, mas a capa achei linda. Bom, pela sua resenha, não sei se leria o livro, parece interessante e ao mesmo tempo não, kkkk. Mas, só lendo para tirar as conclusões não é mesmo? Vou deixar o nome guardadinho na minha lista de leitura, e assim que ler, veremos se ele me encantou ou se não chegou nem perto. Beijos.
    Brilliant Diamond | Fan Page

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    1. Obrigado, Jess. É um livro encantador, pode ter certeza. Se um dia vier a ler saberá. Não curto muito o gênero, e não é muito o tipo de livro que eu costume elogiar, mas a história é inegavelmente linda.

      Mais uma vez, obrigado pela visita. :3

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  2. Confesso que gostei médio! Mas tenho uma amiga que iria A-M-A-R!!!
    www.maniadtodagarota.blogspot.com.br

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    1. Obrigado, Eduarda. Te entendo bem. Espero que um dia possa ler o livro, não vai se arrepender.
      Obrigado pela visita.

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  3. Parece ser bem interessante...

    http://a-libri.blogspot.com.br

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    1. Angelica, é sim, incrível história.
      Obrigado pela visita.

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  4. Adoro, adoro, adooooro livros de época! Me deu muita vontade de ler... Ainda mais você dando 5 estrelas (eu pelo menos sou bem rigorosa com isso). Já está na minha lista! Beijão!!!
    http://psicoseliteraria.blogspot.com.br/

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  5. Nossa os livros da Lucinda Riley pelo que tenho visto são considerados praticamente unanimidade,tô ficando curioso....sua resenha me deixou na curiosidade por esse livro...amanhã mesmo já vou procurar pro ele!!
    Parabéns pela resenha!!
    Abraços!!!
    http://livreirocultural.blogspot.com.br/

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  6. Hey!

    Eu já li A casa das orquídeas e A garota do penhasco, e virei fã da autora. Eu tô doida pra ler esse novo livro dela logo, e fiquei ainda mais curiosa aqui. Essa capa é linda mesmo, e a lombada fica linda exposta na estante. Adoro quando introduzem cartas na narrativa, dá um charme <3 ótima resenha, querido, e bem vindo ao Arca! \õ/

    Beijos
    http://escolhasliterarias.blogspot.com.br/

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