terça-feira, 19 de agosto de 2014



"Qualquer 'beleza' que possa ser considerada valiosa em mim se esconde profundamente em minha essência. É a sabedoria de cem anos vividos nesse mundo, e um coração que tem batido em um cadenciado acompanhamento para todos os imagináveis comportamentos e emoções humanos"

Acho que essa simples quote já pode resumir tudo o quanto tenho a dizer do primeiro romance que li da autora Lucinda Riley. "Poético, introspectivo e tocante", são alguns dos muitos adjetivos que rodeiam a obra.
A Rosa da Meia-Noite, é um romance da autora Irlandesa que vem se tornando conhecida cada vez mais através dos seus romances encantadores. Trata-se de uma história de amor, acasos e desavenças, e de momentos marcantes, de memórias profundas, e amores impossíveis. A Rosa da Meia-Noite é um romance o qual surpreende tanto com o seu enredo, sua história e seu protesto, quanto pela composição e métrica. Um romance intenso, mas escrito de uma forma suave, onde as informações são bem apresentadas, e o suspense impenetrável. É quase impossível não querer lançar-se neste livro, da mesma forma que é impossível acreditar que o mesmo acabou.


Sinopse: Atravessando quatro gerações, A Rosa da Meia-Noite percorre desde os reluzentes palácios dos marajás da Índia até as imponentes mansões da Inglaterra, seguindo a trajetória extraordinária de Anahita Chavan, em 1911, até os dias de hoje.
No apogeu do Império Britânico, a pequena Anahita, de 11 anos, de origem nobre e família humilde, aproxima-se da geniosa Princesa Indira, com quem estabelece um laço de afeto que nunca mais se romperia. Anahita acompanha sua amiga em uma viagem à Inglaterra pouco tempo antes da eclosão da Primeira Guerra Mundial. Ela conhece, então, o jovem Donald Astbury, herdeiro de uma deslumbrante propriedade, e sua ardilosa mãe.
Oitenta anos depois, Rebecca Bradley é uma jovem atriz norte-americana que tem o mundo a seus pés. Quando a turbulenta relação com seu namorado, igualmente rico e famoso, toma um rumo inesperado, ela fica feliz por saber que o seu próximo papel uma aristocrata dos anos 1920 irá levá-la para muito longe dos holofotes: a isolada região de Dartmoor, na Inglaterra. As filmagens começam rapidamente, e a locação é a agora decadente Astbury Hall.
Descendente de Anahita, Ari Malik chega ao País sem aviso prévio, afim de mergulhar na história do passado de sua família. Algo que ele descobre junto com Rebecca começa a trazer à tona segredos obscuros que assombram a dinastia Astbury.



Sobre o Livro:

Primeira impressão do livro: A Rosa da Meia-Noite é o primeiro livro o qual resenho numa parceria entre meu blog Fabrício Medeiros com o blog Arca Literária. O livro foi enviado a mim na proposta da resenha, por meio de um BookTour*. Eu não sabia nada sobre o livro quando aceitei a proposta de lê-lo e resenhá-lo, tampouco sabia quando o receberia. No entanto fiquei na espera, e logo ele chegou. Não pesquisei sobre o livro antes, pois queria poder recebê-lo e da forma como ele era, poder tirar minhas próprias conclusões. Como era de se esperar eu me surpreendi. O livro é uma obra de arte, em todos os sentidos, capa, diagramação, material e qualidade de impressão... Seguem, como gosto sempre de fazer, algumas características físicas do livro.

- Capa: A capa é nada mais nada menos que linda. Como na imagem, o livro traz uma ilustração* referente - deduzi por mim - de Astbury Hall, os jardins verdejantes e bem cuidados, com a personagem Anahita, ou mesmo Rebecca, correndo, e um Lorde - deduzi ser Donald Astbury, - sentado majestosamente com sua cartola a ver a moça partir. Como em todos os livros a capa fala muito, aliás, a capa é o convite para a leitura.  A capa foi impressa em Cartão Supremo Alta Alvura, o mais usado. Simplesmente amei a armonia entre as fontes tanto do titúlo quanto no nome da autora. Gosto muito de reparar nesses detalhes, pois quanto mais trabalhado, nota-se que a editora deu uma atenção ao livro, se preocupou com a aparencia dele, de forma que pode-se esperar do livro algo bom, algo digno de atenção. Muitas editoras simplesmente fazem a capa e lançam, enquanto outras buscam, através dos capistas, uma harmonia, o que aconteceu com A Rosa da Meia-Noite. Por ser uma adaptação da capa original americana, o livro tem sua própria personalidade, mesmo em português. 

- Miolo (Folhas e Diagramação: O livro foi impresso em Polén, e traz uma diagração impecável. A divisão de capitulos e narrativas - o livro é narrado em várias epocas, lugares e por diferentes pessoas. Sendo na maior parte em Terceira pessoa, a autora introduz a narrativa em primeira pessoa através de cartas e diários, de uma forma tão original, sem ter que apelar para o clichê. Cada separação de narrativa traz uma divisão, uma página anunciando data e autor, de forma que o leitor não se perca. São no total 624 páginas nessa primeira edição brasileira, lançada nesse ano de 2014, com tradução de Elaine Cristina Albino de Oliveira.



Resenha: A história começa com Anahita, expondo seus pensamentos e sentimentos. É quando tomamos par de sua história. Devagar é revelado que Anahita teve um filho, um bastardo, o qual nos primeiros anos de vida foi dado como morto. Mas Anahita manteve sempre em seu coração, mesmo que por quase 100 anos, a certeza de que o filho ainda vivia, negando-se assim a acreditar na certidão de óbito que mantinha guardada junto de suas memórias por escrito. Anahita, na esperança de um dia ver o filho, pôs-se a escrever sua história, e a história de como gerou e perdeu seu filho, para que quando o encontrasse, mesmo que o tempo tivesse a tornado velha e lhe roubado suas lembranças, ele pudesse tonar-se ciente de quem era, e de quem fora sua mãe. 

Quando completa 100 anos, Anahita temerosa que seu tempo enfim findasse, pede que chama seu bisneto, Ari Malik, e lhe conta sobre as cartas dà a ele a missão de levar a carta até seu filho perdido. Mas Ari, como todos os outros membros da família, prefere tomar a Bisávó como louca, como uma velha a qual traz à mente lembranças de um passado turvo. 

"- Nani*, por que eu? (...)
- Porque, Ari, o que você segura nas mãos é a história do meu passado, mas também é o seu futuro."  (pág24)

Como todos os outros, Ari sabia que Anahita havia perdido um filho logo após a primeira guerra, mas prefere acreditar na certidão de óbito, que nos dons inegáveis de Anahita. Mas Anahita insiste até que Ari pegue as cartas onde foram narradas a história de vida de Anahita, e promete a Anahita, de acordo com o que ela pediu, não contar a ninguém, senão ao filho perdido. 

Um ano depois Anahita morre, e Ari, atarefado como o jovem empresário que era, acaba por não comparecer ao velório da bisavó. 

Dez anos depois, na Inglaterra, a jovem atriz Rebecca chega a Dartmor para gravar seu novo filme, um roteiro britânica que se remete ao anos 1920. Feliz em poder se afastar do mundo exterior, ela adentra na antiga casa, da agora decadente, família Astbury. Rebecca, ao contrário do restante da equipe de produção se hospeda em Astbury Hall, sozinha com o último herdeiro da família, e sua governanta, sem saber o quanto isso pode influenciar no seu destino. 

Enquanto isso na Índia, dez anos após a morte da bisavó, e onze após ter recebido dela a pilha de cartas, um acontecimento que abala o emocional de Ari, o faz abrir a gaveta onde guardara os manuscritos amarelados de Anahita e se coloca a lê-los. Um arrependimento o toma, junto da culpa por não ter feito aquilo antes, por ter negligenciado a bisavó, e por desacreditar na sua sublime história de vida. 

Assim, Lucinda abre uma brecha, e junto de Ari, o leitor pode aventurar-se na história de Anahita, viajando até a Índia, logo até a Inglaterra, para conhecer as honras de um marani, e a beleza de Londres. Através da narrativa de Anahita, pode-se comover-se, desacreditar e se surpreender com a criatividade, e o talento de Lucinda.

"Deve haver sempre um equilíbrio na vida, e você precisa encontrar o seu. Então poderá encontrar a felicidade que procura." (pág 93)


A Rosa da Meia-Noite, é uma história completa, onde drama, romance e aventura, em doses perfeitas, afogam o seu coração. É simplesmente fácil devorar as muitas páginas do livro, em busca por respostas que de acordo com que se lê vão sendo criadas, editadas, ou até mesmo deletadas. A Rosa da Meia-Noite, é sobretudo um romance tocante, o qual desafia e critica o preconceito com uma linda história de amor entre um inglês e uma indiana. 



Avaliação (nota de 1 à 5) :

"5 estrelas"

Extras:

Título: A Rosa da Meia-Noite
ISBN: 9788581634210
Selo: NOVO CONCEITO
Ano: 2014
Edição: 1
Número de páginas: 624
Formato/Acabamento: 16x23x4,1
Peso: 0.86 kg
Preço Sugerido: R$ 34.90
Área Principal: FICÇÃO
Assuntos: ROMANCE

https://www.youtube.com/watch?v=01id0wKgJOg

Skoob:
http://www.skoob.com.br/livro/376946










Fabrício Medeiros






quarta-feira, 21 de maio de 2014

Hei pessoal, vim trazer para vocês hoje mais uma resenha. Confesso que antes não lia muitas resenhas, mas com o tempo descobri que as resenhas é a melhor arma de divulgação de um autor, por isso abri aqui no meu blog esse espaço especial reservado para as resenhas. Alguns autores já são parceiros do blog, e vou apresentá-los em um outro post em breve. Mas no entanto só deixando claro as resenhas serão sempre de autores nacionais, ou autores iniciantes.

Mas então vamos lá? Nossa resenha de hoje é de um livro que me enlouqueceu:


O Herdeiro da Névoa é um romance da autora Raquel Pagno, a qual me presenteou com o livro, que eu amei logo que recebi do correio! Conheci a Raquel pelo meu Facebook por onde conheci também um pouco mais do trabalho dela. Uma coisa que eu achei muito legal na Raquel, é que assim como eu, ela é uma autora nacional que busca seu espaço. Ela escreve e faz acontecer. Alguns acham que o trabalho de publicar seu livro é fácil. Mas não, não é! O autor mesmo depois de ter o livro pronto tem que trabalhar, tem que distribuir seu livro, vender, e investir em divulgação. Só no período em que eu estava lendo "O Herdeiro" eu li umas cinco resenhas do livro em blogs diferentes, e isso cada vez mais me instigava a ler o livro com mais fervor.

Então! Vamos falar do livro?





Sinopse:
 Inácio Vaz mal podia acreditar no sonho que se realizava. Acabara de chegar à Paris com algumas moedas no bolso e a grande vontade de se tornar advogado. Depois de ser surpreendido pela beleza de Chloé Champoudry, enquanto esperava pela entrevista que lhe garantiria a bolsa de estudos na Sorbonne, e encantado pela garota dos cabelos de fogo, trocara equivocadamente Direito por Artes, para poder estar em sua companhia. Desesperado por ter abdicado do sonho, Inácio descobre que seu nome não consta em nenhuma das listas de matrículas. Disposto a esclarecer o mal entendido, não percebe que seus documentos foram trocados. O rosto na foto é seu, mas o nome, de outro. Stephen, seu colega de quarto, tenta convencê-lo a assumir a nova identidade. Os documentos pertencem ao herdeiro da dinastia Roux, um milionário desaparecido sem deixar rastros. Preso em um leque de mentiras e suspense, Inácio trava uma luta com sua própria consciência, enquanto apaixonado, procura pela garota que lhe roubara o coração. 

Primeira impressão do livro: O Herdeiro da Névoa meio que foi uma quebra no meu regime de leitura. Há quase dois meses eu não lia um livro realmente interessante o qual me arrastasse para dentro dele. Quando a autora me disse que o havia enviado, todo dia eu ia no rastreamento para ver se já estava quase chegando. Até que o livro chegou.  
Como sempre gosto de fazer, vou passar para vocês algumas informações físicas do livro. 

- Capa: A capa de "O Herdeiro" é totalmente linda. Ela é simples, no aspecto físico não tem nada de mais, é sem laminação e sem relevo, só impressa. Possui orelhas, uma em branco, e na outra uma "bio" da autora. Em síntese, a imagem da capa é uma especia de wallpaper de Paris, onde obviamente se passa a história. A torre Eiffel estampa a parte da frente da capa, onde com fontes marcantes e simples vem estampado o titulo do livro. (Adorei a escolha das fontes, que se não em engano é a "High Tower"). Por fim, o subtitulo que só me fez sentido no fim do livro e pelo qual me apaixonei, vem impresso em letras menores por baixo do título: O Que você faria se descobrisse que sua vida inteira não passou de uma mentira? 

- Miolo: Assim como a capa o miolo do livro é bem simples, uma diagramação bem leve, e que se assentou bem ao livro, de forma que a leitura fluiu melhor. Sem muitos detalhes, a diagramação cumpre seu papel. Amo diagramações com desenhos e tudo mais, porém em O Herdeiro, não fez muita falta. Foram poucos os erros que achei no livro, em geral a revisão e diagramação ficou muito boa. O livro foi impresso em Polén Soft, confesso que dou muito valor ao livro quando ele vem em Polén, primeiro que o livro fica mais bonito, e a leitura mais confortável, e segundo que o Polén é um papel mais grosso, o que deixa o livro maior, e ao livros grandes.

Opinião de leitor: Então, o livro me encantou, de verdade. Foi um livro simples, escrita bem suave, mas com um suspense que me fez levantar hipóteses jamais imaginadas. Eu quis sequestrar a autora e obrigá-la a me contar o fim do livro (uma vez que amo spoilers, kkk). A história começa bem lenta, cheguei até a pensar que seria sempre assim, meio que por ser um tanto "clichê" essa coisa de troca de identidade, meio comum já, e previsível, uma vez que o que sempre acontece é a mesma coisa. Só que não foi bem assim, foi tudo se envolvendo, e se misturando pontos se ligando e se desligando, de forma que todas as hipóteses que eu criei caíram e se ergueram novas. A cada nova página algo novo aparecia e minhas ideias mudavam. Isso foi o mais bacana, essa teia de acontecimentos interligados. Fiquei com medo em certas partes, principalmente quando o lado mais sombrio da história se ressalta, os mocinhos se tornam vilões e os vilões se tornam mocinhos, mas logo tudo se altera de novo, e você não consegue parar até saber a real verdade.
Eu me lancei de cabeça no romance Roux e Chloé. E meu Deus! É tudo incrível. 

Quando o álcool se apossava do meu sangue, vertendo abundante em minhas veias, despertava em mim uma ambição que eu não tinha quando estava sóbrio; o desejo de correr o mundo, derrubar as fronteiras e colocá-las aos meus pés. Tinha a nítida sensação de que era invencível, que conseguiria tudo o que desejasse, fosse um advogado excelente para o mundo, um amante irresistível para Chloé, um amigo inseparável para Stephen.
Opinião geral do livro: O Romance de Raquel Pagno, é um romance que avaliado num conjunto é quase que irresistivel. É fácil dizer que um livro prende o leitor do começo ao fim, isso é óbvio, aliás posso me ver preso a um livro de várias formas, estas que podem ser por prazer, ou por obrigação. Na minha leitura de "O Herdeiro da Névoa" eu me vi preso numa obrigação, a obrigação de desvendar aquele mistério. O livro traz um mistério que te absorve e te transporta para outro mundo, para uma paris palpável, num inverno o qual você sente na pela. Não sei se a autora já esteve em Paris, mas com o livro, você pode dizer que já esteve lá, tanto que as ruelas, as lojas e os pontos são todos familiares. O livro é de uma escrita quase que impecável, em 1ª (não é lá a minha favorita, mas...) e sobretudo no passado.

O enredo: É impossível não se envolver na trama do livro. Como eu frisei umas mil vezes anteriormente, há todo um mistério a ser desvendado. Afinal, o que realmente aconteceu com a família Roux? Desde o prólogo o mistério se ergue até culminar no fim do livro, numa única carta. O Livro conta como Inácio Vaz, de uma forma inexplicável é confundido em Paris, mais precisamente na Sobornne, com o último herdeiro Roux. A partir dai, persuadido pelo amigo, Stephen, que em Paris busca por uma história digna de ser escrita, ele assume a personalidade de François Roux. No entanto, além dos imóveis e da fortuna, Inácio, ao assumir o posto do verdadeiro François que jaz desaparecido no mundo, ele tem que conviver como o principal suspeito no assassinato de Chloé Champoudry. Confuso, Inácio não compreende, dado que Chloé, fora a mulher pela qual, ao apaixonar-se à primeira vista, trocou o curso de advocacia, para estar junto dela. Para completar essa história confusa, mas tão transparente, o clichê na verdade não é clichê. Começasse a história, como eu disse antes, com aquela ideia de que é só mais uma troca de identidade, mas que no fim o verdadeiro vem e retorna ao seu posto, mas com esse livro, se você o lê com essa ideia, você se decepciona, pois é completamente paradoxo. Suas ideias são quebradas a cada novo capitulo, você lê um capitulo e já tem aquela ideia de que tal personagem é o mocinho e aquele outro o vilão, mas na inocência sem saber que no próximo capitulo tudo acaba se tornando o contrário do que você imaginou. Super indico! Além do mais, é um livro que te instiga, te assusta, e te confunde. Você cria suas reais explicações quando de repente você vê que só a magia pode explicar o que está acontecendo, sendo que na verdade, é tudo simples.

Doía-me pensar que eu trairia Chloé. Mas nas palavras de Adélie, eu encontrara, além de desespero, esperança. Se Stephen não podia lutar contra o amor, minha paixão por Chloé seria meu escudo contra ele [...] E se ela me amava tanto quanto eu a amava, fato no qual eu acreditava, mesmo depois de descobrir os horrores os quais ela era capaz, sua vida estaria a salvo.

Nota do livro: Eu não podia nem de longe dar uma nota diferente dessa para esse livro. Nota 5: Ótimo.

*nota: Todos os livros resenhados receberão uma nota em estrelas, que variam de 1(uma) à 5(cinco). Cada uma variando: 1: Péssimo, 2: Regular, 3: Mediano, 4: Bom, 5: Ótimo. O Vale de Elah, creio que já é previsível, não poderia receber melhor nota que essa:

 
 Extras:

Dados Catalográficos: 
Edição: 1
Editora: Chiado
ISBN: 9789895102327
Ano: 2013
Páginas: 256
Série: 1/1


Links para o livro:

Autora Raquel Pagno: http://www.raquelpagno.com/
Registro do livro no Skoob: http://www.skoob.com.br/livro/309298-herdeiro-da-nevoa
Autora no Skoob: http://www.skoob.com.br/autor/6091-raquel-pagno
Autora no Facebook: https://www.facebook.com/EscritoraRaquelPagno?fref=ts



É isso ai pessoal! Não vou falar mais, para não soltar algum spoiler e acabar com a alegria de quem deseja ler o livro e por algum descuido do Criador não gosta como eu de Spoiler! haha.
Se você gostou da resenha, deixe um comentário, e se você também possui um blog, deixe seu link para que eu retribua a visita! Muito obrigado. Até a próxima. 












quinta-feira, 17 de abril de 2014



O Vale de Elah - Carla Montebeler
[Assim que peguei ele no correio]
Hei, meus queridos leitores! Antes de mais nada, peço mil desculpas por ter sumido aqui do blog, por ter ficado um bom tempo sem postar. Nossa, quase cinco meses. Mas então, estamos de volta, e para marcar o nosso retorno eu trouxe uma resenha maravilhosa, de um livro incrível de uma autora incomparável. Então vamos lá? Chega de adjetivos.

A nossa aba de resenhas vai ser estreada com um livro magnifico, eu não podia deixar de começar as nossas resenhas com um livro melhor.

Hoje nós temos O Vale de Elah, da "digníssima" - prometo que vou parar com os adjetivos - autora Carla Montebeler. O livro é o primeiro volume de uma série de 5 livros, um romance ambientado na era do bronze em Israel. No total, os cinco livros em construção se nomeiam como As Crônicas de Adulão.

Resumo: O Vale de Elah começa com as reminiscências do ancião Samá, relembrando seus tempos de combate na construção do Reino de Israel. Quando jovem, a ambição de sua mãe o leva a fugir do povoado onde morava para salvar sua irmã de um casamento imposto e da dívida recorrente da negociação do dote. Ele integra então aos guerreiros que haviam rompido com o rei daquela época, Saul, e aliado a Davi, candidato a sucessor do trono devido a uma profecia. A jovem aldeã Nazaré acompanha seu amado nesta fuga e o trio chega ao vale de Elah, onde são recebidos e integrados à comunidade que vivia na caverna de Adulão. Samá percebe que a vida de pastor de ovelhas havia ficado para trás quando inicia seu treinamento de combate nesse grupo formado de guerreiros descontentes com o sistema em vigor. Devido a sua altura e grande destreza com a espada, logo ele passa a contar com a confiança e amizade não só de Joabe, capitão que treina os milicianos, mas do próprio Davi.O drama de Davi e sua família, os motivos da ruptura entre Saul e seu principal capitão, coincidem com o início da formação da família de Samá. A calma da narrativa desse primeiro tomo esconde um segredo: muito drama, guerras, risos e lágrimas ainda estão por vir. Deixe-se conduzir nas memórias de um homem para ver o descortinar do surgimento de todo um reino através da história desse reino: os hebreus!

Resenha:

Primeira impressão do livro: Confesso que minha primeira impressão do livro foi meio inexplicável. Eu estava esperando o livro chegar pelo correio há semanas, não via a hora de tê-lo em mãos, e quando o peguei... Uau, meu coração quase parou. Sério, sem exageros. o livro era lindo, ao seu modo fofo e delicado, eu não pude deixar de abrir correndo o envelope pardo e já começar a folear o livro no meio da rua. Vou tentar listar alguns aspectos físicos do livro.

- Capa: A capa é uma capa simples, acabamento brochura, com a ilustração de um cavaleiro o qual tem em mãos a espada e o escudo. Logo se idealiza o guerreiro como Samá, o velho que narra sua própria história no decorrer do livro. As fontes usadas no título e no nome da autora foram colocados de uma forma bem harmoniosa (adoro livros com fontes marcantes no título). No cabeçalho, mais precisamente no canto superior esquerdo, um pergaminho aberto por sobre a gravura da capa traz o nome da série de livro, e enumeração do exemplar presente: As Crônicas de Adulão, Livro I.

- Miolo (folhas e diagramação): É importante destacar que O Vale de Elah é um livro peculiarmente pequeno. Tem em torno de 68 páginas. É, mas como dizem, tamanho não é documento. Mais a frente vou falar sobre o tamanho e etc. Então vamos avante. O livro em si, composto em papel Pólen, tem uma diagramação bem simples, sem muitos desenhos e fontes, de forma que o livro é limpo e a leitura bem confortável. Capítulos não muito extensos. E o que é mais encantador, logo no começo você se depara com um mapa de Israel na época em que o romance se desenrola.

A primeira impressão que se tem do livro, principalmente se você é jovem, não segue nenhuma religião e se deparou com o livro em alguma livraria ou biblioteca, é de que o livro é algum livro com termos difíceis ou um breve conto épico, retirado talvez da própria bíblia. Não que isso seja negativo, mas é algo que foge um pouco do real estado do livro. Quando se lê um pouco sobre o livro, tão somente o texto de orelha ou sinopse de 4ª capa, nota-se que O Vale de Elah pode ser uma história apaixonante.

Então vamos conhecer mais sobre O Vale de Elah.

Opinião de leitor: O livro é perfeito. Não digo com aquela eloquência de um fã histérico, mas digo em analise da composição do romance. Atualmente, os autores nacionais tem conquistado seu lugar ao sol de uma forma irreverente. Com a Carla, não pôde ser diferente, com uma escrita simples e ampla ela conseguiu escrever tudo quanto se espera de seu romance, sem por nem faltar. O romance é bem constante, a história corre de uma forma rápida e flui de forma natural. De repente, você se vê devorando o livro, em horas você já leu boa parte, e não pode deixar o livro de lado nem por um segundo. Com O Vale de Elah bati meu recorde de leitura que foi de cinco horas.


Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele.   (Romanos 12:2) 


Opinião geral do livro: O Vale de Elah chega a ser um livro incomparável. Primeiro, que a autora, tomada não só pelo desejo de escrever, ousou escrevendo um romance sobre Israel, Davi e a caverna de Adulão, numa época em que os livros em alta são tarjados proibidos para menores de 18 anos. Segundo, a autora tem toda ciência do que escreve, e se sente confortável escrevendo. Tendo como base uma história verídica bíblica, erros são inevitáveis, porém a autora, mesmo nas suas criações livres, soube ousar e ser original.

"Vale a pena lutar por esta terra" Nazaré afirmou. "Vale a pena lutar por minha familia" eu disse puxando seu rosto lindo na minha direção para que eu pudesse beijar seus lábios. A beleza clara de Nazaré nunca deixava de me encantar. "Vale a pena lutar por você e por nosso amor." Nazaré permitiu que eu a abraçasse e correspondeu docemente ao meu beijo. (#quote)

A história: A história de O Vale de Elah, é particularmente linda e instrutiva. Traz em si mensagens de vida a qual todo leitor, do mais jovem ao mais velho irá absorver para si. Desde o romance às aventuras, a honra e a amizade. Vamos acompanhar a história de um simples pastor que precisa se transformar num guerreiro temido, e descobrir como ele se apaixonou por uma mulher a qual pode ser definida como a beleza e a calma que todo homem procura. A história sobretudo, nos ensina não só lições de grande útilidade, como também um pouco mais da história de Davi e seu reinado. A história que todos conhecem mas se limita entre o pequeno Davi e o Gigante golias, é mais ampla do que se pode imaginar, e tão bela quanto qualquer outra história de amor.


Davi, poderia ter agido como um bandido, mas escolheu agir como um rei. (#quote)

 Nota (avaliação): *nota: Todos os livros resenhados receberão uma nota em estrelas, que variam de 1(uma) à 5(cinco). Cada uma variando: 1: Péssimo, 2: Regular, 3: Mediano, 4: Bom, 5: Ótimo. O Vale de Elah, creio que já é previsível, não poderia receber melhor nota que essa:

Cinco Estrelas

                                   

 Extras:

Dados Catalográficos:  
Edição: 1ª Edição
Editora: Multifoco
ISBN: 9788582731611
Ano: 2013
Páginas: 68

Respectivos títulos da série Cronicas de Adulão:

1 - O Vale de Elah
2 - O Bosque de Herete
3 - O Deserto de Maom
4 - A Fortaleza de Jabus
5 - O Vale de Sal

Filisteus: A presunção é a ruína desse povo. (quote)

O Vale de Elah conquistando seu lugar na minha estante.
Então é isso pessoal, por enquanto é só. Se gostou da resenha comente, se achou algum erro, ou quer fazer um elogio ou critica, sinta-se livre para comentar. Em breve retorno com mais resenhas, e espero em breve poder resenhar o segundo livro de As Crônicas de Adulão, que em breve chega às livrarias. Em breve pretendo voltar falando um pouco da autora Carla Montebeler e de seus projetos numa entrevista.
Muito obrigado a todos que leram, não deixem de seguir o nosso blog e comentar nossa postagem. Como já saber, os blogs se alimentam de seguidores e comentários, não deixe que nosso blog morra. 

Obrigado mais uma vez,

Att: Fabrício Medeiros











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